Seguindo a mesma linha de
raciocínio, ontem comecei a reparar nas minhas próprias atitudes. Outra grande
amiga (não é que todos os meus amigos sejam grandes, mas sou abençoada por ter
alguns gigantes fazendo parte da minha vida) mudou sua foto no facebook,
colocou uma cachorrinha. Chamei-a dizendo: Oh cadelinha, agora você colocou uma
foto que tem tudo a ver com você! Ela delicadamente respondeu: Você viu que
legal, sua biscate?!
Esta troca de delicadezas
demostram sim que a intimidade deixa que as brincadeiras ultrapassem o limite
da educação sem que isso se torne uma ofensa.
Esta amiga cadela também gosta
demais do meu amigo medroso. Todos os dias nos encontramos no mesmo horário para
tomar café, atualizar nossos assuntos (não falamos da vida alheia) e
descontrair um pouco dando boas risadas. Quem, por um acaso, presencia nossos
quinze minutos de descontração chega a ficar chocado com o excesso de
sinceridade e a falta de limite nas palavras.
Enfim, extremamente educados ou
extremamente grossos uns com os outros, somos amigos. E amigos são assim, um
aceita o outo como ele é, com seus defeitos e suas limitações. Mas que
incoerência! Este texto perdeu o sentido. Se amigos se aceitam como são, por
que estou analisando minhas relações de amizade?
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