sábado, 22 de outubro de 2011

Amigos Incoerentes - Parte II


Seguindo a mesma linha de raciocínio, ontem comecei a reparar nas minhas próprias atitudes. Outra grande amiga (não é que todos os meus amigos sejam grandes, mas sou abençoada por ter alguns gigantes fazendo parte da minha vida) mudou sua foto no facebook, colocou uma cachorrinha. Chamei-a dizendo: Oh cadelinha, agora você colocou uma foto que tem tudo a ver com você! Ela delicadamente respondeu: Você viu que legal, sua biscate?!

Esta troca de delicadezas demostram sim que a intimidade deixa que as brincadeiras ultrapassem o limite da educação sem que isso se torne uma ofensa.

Esta amiga cadela também gosta demais do meu amigo medroso. Todos os dias nos encontramos no mesmo horário para tomar café, atualizar nossos assuntos (não falamos da vida alheia) e descontrair um pouco dando boas risadas. Quem, por um acaso, presencia nossos quinze minutos de descontração chega a ficar chocado com o excesso de sinceridade e a falta de limite nas palavras.

Enfim, extremamente educados ou extremamente grossos uns com os outros, somos amigos. E amigos são assim, um aceita o outo como ele é, com seus defeitos e suas limitações. Mas que incoerência! Este texto perdeu o sentido. Se amigos se aceitam como são, por que estou analisando minhas relações de amizade?

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