Poucas coisas me emocionam, mas
conforme ia virando as páginas do jornal do dia 21/02/2014 pude ver a história
do nosso mundo moderno se delineando aos garranchos. Então pude perceber como a política de
poucos homens mexe com a vida de tantos outros.
Primeiro vi a foto da Praça da
Independência na Ucrânia, antes e depois das manifestações e embates entre a
população e o governo pelo processo de independência da União Soviética. É
surreal ver a capacidade destrutiva dos seres-humanos na tentativa de impor
ideais. Às portas com uma guerra civil, populares não se entendem com
populares, que não se entendem com os governantes destes populares. E quebra-se
tudo, queima-se tudo, destrói-se tudo que é de todos porque a incapacidade de
resolver conflitos do ser-humano é
latente deste a pré-história. Em que mundo estamos vivendo?!
Concomitantemente, a Venezuela
vive o dilema entre o governo que com “mão de ferro” tenta impor seus ideais
socialistas e a insatisfação popular. Maduro tenta impor sua ditadura
mediunicamente. Afinal, ele diz que recebe orientações de Hugo Chavez, que,
apesar de tudo, ainda guarda a admiração de muitos venezuelanos. Isso realmente
é coisa de outro mundo!
E a história mundial vai sendo
construída através das páginas do jornal. Fiquei pensando na angústia destas
pessoas. Em tempos de tanta modernidade a humanidade ainda está presa a
conceitos tão pré-históricos.
Continuando minha saga surreal
pelas páginas da história, me deparei com o fato que me arrancou lágrimas.
Dizia a manchete: 82 sul-coreanos foram sorteados para viajar e rever seus
parentes norte-coreanos, separados pela guerra da Coréia (1950/1953). A foto
mostrava dois idosos se abraçando e chorando. Todo aquele sentimento deles,
guardado por mais de 60 anos transbordava da folha de jornal. Explicando: Em
1988, 127 mil coreanos se inscreveram para esta viagem. Desde então eles
esperam. 57 mil já faleceram, e apenas 82 privilegiados, escolhidos por
sorteio, puderam passar apenas um dia com seus parentes. Famílias separadas
pela ignorância humana há mais de 60 anos. Levavam suvenires como dólares,
guardados durante anos, e macarrão instantâneo. É muito triste...
Para fechar com chave de ouro a
edição dos fatos históricos absurdos de 21/02/2014, a notícia vem do Sudão.
Incorporado ao mundo árabe pela expansão islâmica, tem uma realidade cultural
muito... diferente. Diferente da minha. Diferente... mas talvez seja igual.
Igual a qual? Difícil compreender, por isso vamos à notícia: Uma mulher casada,
de 19 anos, dois filhos, grávida, após sofrer estupro coletivo por sete homens,
vai presa, juntamente com seus agressores, acusada de adultério. Como a lei
muçulmana não dá grande importância a mulher, estupro não é um crime tão grave
assim. Se forem condenados, isto é, se forem sequer processados, os estupradores
podem pegar um pena leve. No entanto, a mulher que sofreu agressão tão brutal,
acusada de adultério e prostituição, pode ser condenada à pena de morte por
apedrejamento. Faltam-me palavras para expressar o tamanho da minha indignação.
Só relembrando, estamos em 2014.
Um comentário:
Lamentável!!!
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