Quando se está apaixonada de verdade tudo no outro nos agrada. As imperfeições mais imperdoáveis passam despercebidas. Os defeitos mais escabrosos ficam engraçadinhos. A tolerância fica elástica. Fazemos papéis ridículos como chamar o outro de “xuxuzinho”, “neném”, “buzuzuco”, e coisas até piores...
O problema é que toda paixão tem prazo de validade. Alguns meses bastam para que ela se desgaste, e aí a bendita tolerância vai acabando. Não resistimos e começamos a apontar os defeitos do outro que nos incomodam. É...aproxima-se então do final do prazo de validade da paixão.
Tenho uma amiga especialista em se apaixonar. Ela é atraente e sedutora, atrai os homens com facilidade, apaixona-se perdidamente com uma rapidez inacreditável e dispensa o sujeito diante da menor imperfeição. Depois fica se lamentando por ter tomado uma atitude precipitada. Tão precipitada quanto a última paixão.
Mas será que vale a pena investir e ter paciência se sabemos muito bem que homens não mudam? Com o tempo até pioram um pouquinho. Aí, quando olho um casal que tenha um relacionamento sólido de muitos anos, dá uma inveja... Mas como ter um relacionamento assim diante de tanta intolerância?
Tenho outra amiga casada há muitos anos. As vezes penso: por que eu não tenho um companheiro assim? Mas quando ele começa a colocar defeito nas roupas dela, come e deixa o prato sujo no braço do sofá ou levanta a voz com ela, fico feliz por não ter uma criatura dessas em casa.
Nós, as separadas ou solteiras por opção, somos intolerantes demais ou aquelas que suportam grosserias dos maridos são pacíficas demais? E qual das opções vale mais a pena? O ideal seria um meio termo.
Para conviver com quem quer que seja é preciso tolerar as coisas do outro que nos incomodam. Se houver respeito e educação mais da metade do problema está resolvido. A outra metade fica por conta da paixão que nos cega. Só que uma hora a paixão acaba. Para o momento que isso acontecer precisa nascer o amor. Ele é como a fecundação. É a fusão do cromossomo da morte da paixão com o cromossomo do respeito e da educação.
Um comentário:
Amor!
Solução de tudo.
Só precisamos aprender a amar!
O amor é paciente, não é vaidoso, não cobra, não prende, tudo perdoa, tudo crê, tudo espera...e o amor não passa nunca!!!
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