quarta-feira, 26 de junho de 2013

Como as coisas deveriam ser e como as coisas realmente são

Você quer conquistar uma mulher: trate-a bem;
Você quer conquistar um homem: trate-o mal.

Mulheres gostam de gentilezas;
Homens gostam de desafios.

O sonho de toda mulher é que o cara veja a mulher por trás da mulher. Nós nunca entregamos o jogo logo de cara, queremos que os homens percebam as intenções por trás das intenções. O problema é que os homens são criaturas rústicas. A grande maioria é desprovida dos mínimos níveis de sensibilidade. Para eles tudo tem que ser simples e claro. Jamais vão tentar ler nas entrelinhas; até porque eles não percebem nem mesmo a existência das linhas.

Então como dois seres tão diferentes vivem a procurar uns pelos outros?


Não me venha com essa história de “os opostos se atraem”. Os opostos brigam. Os minimamente maleáveis é que se dão a chance de se atrair. A natureza faz o resto.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vontade de Sentir Saudade

Hoje eu senti uma vontade imensa do sentimento de nostalgia. Então tentei relembrar nossos momentos bons. Na biblioteca do computador tentei encontrar a nossa música. Entre tantos aromas da perfumaria tentei encontrar o seu. Procurei seu sorriso entre as minhas lembranças. Tentei pensar o que você pensava quando foi escolher aquele presente para mim. Tentei lembrar de que cor eram as rosas que você me deu. Procurei na memória os momentos de paz vividos ao seu lado. Qual havia sido o motivo da última crise de gargalhadas?
 
Aos poucos a vontade de sentir saudade foi se dissipando. Procurei lembrar daqueles bons momentos que ficam guardados na memória para sempre, mas não os encontrei. Eu não encontrei a nossa música porque nunca tivemos uma. Seu cheiro nunca foi marcante o suficiente para que minha memória conseguisse fazer algum registro olfativo. Também não me lembro do seu sorriso. Acho que você não fazia isso com muita frequência. Também não consegui imaginar o que você pensava ao escolher um presente para mim, porque você nunca me deu um presente, sequer uma modesta flor. Então procurei alento nas memórias daqueles momentos de paz vividos ao seu lado, mas os conflitos e brigas encobriram por completo qualquer tipo de lembrança pacífica. Será que um dia existiu algum motivo para rir? Queria muito ter vontade de sentir saudade, mas você não deixou motivos suficientes.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Desaniversário


Eu nunca gostei de fazer aniversário. Nada a ver com o fator idade. Tenho 40 anos, tinha 39 ano passado e farei 41 mês que vem. Não uso botox e minha idade está estampada na minha carteira de identidade, nos meus pés de galinha e no meu bigode chinês. Definitivamente não tenho problemas com a idade, mas tenho problemas com aniversários.

Me diga, para que festa de aniversário depois que você ultrapassou os 10 anos de idade?

Comemore com os amigos suas conquistas e suas alegrias à qualquer dia, não precisa ser no dia que você nasceu. E se no dia do seu aniversário você acordou de mau humor, tomou uma fechada no trânsito, o almoço foi indigesto e te deu asia, você está menstruada e com cólicas? Vai ter que fazer cara de feliz na festa de aniversário? Chato...muito chato.

Agora, mais chato que fazer aniversário é receber parabéns e felicidades quando simplesmente nem é seu aniversário. Demonstra que seu amigo é tão pouco interessado em você que nem teve o cuidado de se certificar da data.

Agradeço as mensagens recebidas e desejo para você, em dobro, tudo de bom que realmente desejou a mim.

P.S.: Não é praga de cigana não!!!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pegou o celular paga a conta


Nada mais sociável do que sentar no bar com amigos, certo? 

Mas, e se nesse momento de descontração seus amigos estiverem olhando para seus próprios celulares e interagindo nas redes sociais?

Bom, então estão gastando tempo e cerveja à toa. Melhor seria ficar em casa e socializar pela net.

Além de irritante, acho isso extremamente grosseiro com o trouxa que está te fazendo companhia na mesa do bar.

Minha filha então veio com uma ideia que achei genial: quando ela e seus amigos vão para um barzinho, colocam todos os celulares no centro da mesa, quem pegar o celular para navegar paga a conta.

sábado, 30 de março de 2013

UM ABRAÇO


Tenho uma amiga de Campestre que eu admiro pelo jeito como ela é.  Só pra dar um exemplo, um dia eu estava na casa dela e ela me convidou para o jantar. Foi no quintal, matou uma galinha e, daí a pouco, jantamos uma espetacular galinha caipira. Acho que mesmo se eu estivesse sem comer há um mês não conseguiria matar uma galinha. Algumas pessoas têm habilidades e disposições que outras não têm. Fato. Esta é a Célia. Ela faz certas coisas parecerem muito fáceis.


No começo dessa semana encontrei com a filha dela na rua. Ela estava falando ao celular com a mãe. Pedi para dar uma palavrinha – não falava com ela há algum tempo. Ela então me disse que havia tido um câncer de mama – detectado há 3 anos - havia feito algumas cirurgias, quimioterapia e agora estava voltando a trabalhar. Com a Graça de Deus estava curada.

Fiquei chocada pelo fato de não ter ficado sabendo de nada. Numa cidade onde todo mundo fala da vida de todo mundo, onde as línguas dos fofoqueiros a mataram três vezes – conforme ela me contou – como eu pude não ter sabido?

Hoje fui até a casa dela para fazer uma visita. Conversamos muito e conversamos muito pouco. Quando saí ela me deu um abraço. Um abraço sincero de amiga. Aquele abraço que  vem com uma mensagem simples implícita: eu gosto de você. Um abraço que me fez pensar que se ela tivesse morrido e eu não tivesse podido abraça-la, este pequeno ato teria feito muita falta. Ainda bem que recebi este abraço hoje. 

A partir de agora vou mudar a forma como venho publicando neste blog.  Ao invés de esperar vir a inspiração para escrever uma crônica, vou comentar pequenos acontecimentos diários. Isto porque nem sempre tenho inspiração para escrever, e as vezes, quero muito comentar determinado assunto, mas não tenho tempo para coloca-lo dentro de uma crônica.  

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Moralmente Incorreto


Nunca ouvi ninguém usar este termo “moralmente incorreto” antes, mas achei perfeito para definir relações afetivas doentias. Então passei a esbanjar esta expressão.
Na minha rotina de trabalho acabo tendo contato direto com mulheres que sofrem violência doméstica. Só no mês de janeiro, em Campestre, foram sessenta pedidos de medidas protetivas. (Você que está lendo isso, tem noção de que Campestre tem menos de 20.000 habitantes? E que, provavelmente, metade sejam mulheres.) Ao fazer o cadastro do caso, coloco o tipo de violência sofrida:  física, psicológica, moral e financeira. Normalmente os casos são de ameaça e lesões corporais, que são enquadrados como violência psicológica e física. Acho que nunca cheguei a assinalar violência moral para nenhum caso.

Ninguém assume que recebeu violência moral. Talvez porque as mulheres tenham um conceito de afeto meio distorcido (Me incluo entre essas). Muitas mulheres apanham reiteradamente de seus companheiros. A falta de amor próprio, a dependência econômica e a dependência afetiva são fatores que fazem com que estas mulheres não deixem seus companheiros nem busquem denunciá-los a justiça. As agressões vão se tornando piores, chegando até mesmo a casos mais graves como homicídio.

Mas o que quero destacar entre essas formas de agressão é a violência moral. Quantas mulheres sofrem humilhações, torturas psicológicas, são tratadas aos gritos por seus companheiros, presenciam quebradeiras, etc. Seus companheiros ainda batem no peito e dizem: “Mas eu nunca encostei a mão em você!” Como se esta violência moral ainda fosse um mérito do macho.

O grande problema é que as mulheres têm uma natureza afetiva esquisitíssima. Nem Freud, nem Darwin, nem Santo Antônio conseguem explicar. Elas se envolvem em relações doentias, têm plena consciência de que seu companheiro não está acrescentando nada em sua vida, vivem situações dolorosas, sofrem, mas têm uma dependência afetiva inexplicável por esses machos, que as impede de dar fim definitivamente a estas relações. Isso é o que chamo de situação moralmente incorreta.  Elas sabem que aquele relacionamento é negativo, mas uma força insana as mantêm ligadas afetivamente ao macho moralmente agressor.


Durante algum tempo identifiquei situações moralmente incorretas vividas por mulheres muito próximas e desconsiderei totalmente situações moralmente incorretas vividas por mim. Ao escrever isto, identifico esta característica genética predominante nas fêmeas dos humanos e me esforço para que meus genes moralmente fracos sofram uma mutação no sentido de começar a conscientizar outras fêmeas, e transformar nossos genes moralmente fracos e ainda dominantes em recessivos.

De acordo com meu amigo Charles Darwin, e sua teoria da seleção natural, os mais fortes sofrem mutações para preservar a espécie. Logo, precisamos considerar a gravidade das situações vividas por grande parte das mulheres e mostrar que temos livre arbítrio. - Vamos lá mulheres ! Chega de violência moral. Dependência afetiva é burrice. Vamos girar a roleta e fazer a fila andar. Se temos poder de escolha, nada de aceitar situações moralmente incorretas.